O KIAI
O KIAI
O som que assusta e desconcerta o adversário
Contam-se histórias de homens que podem paralisar ou mesmo matar pequenos animais com um grito de Kiai, ou parar o adversário com um Kiai apenas. Talvez, se você faz Karatê e tem um Kiai forte você é capaz de matar uma barata, desde que ela esteja muito próxima de seu grito, não mais, só se você for um ninja ou alguma coisa parecida.
Na verdade o Kiai é o uso consciente de uma técnica que todos nós já usamos inconscientemente. Por exemplo, quando você contrai o abdômen quando está levanta algum peso e emite um grunhido, é uma forma rudimentar de Kiai.
Treinando Kiai você vai está aprendendo a usar de modo mais eficiente seu potencial de energia vital, que é o Ki.
Primeiramente há uma preparação para a ação que é física e mental e então uma concentração de poder que é física e mental. As duas fases do Kiai são o retesamento e o impulso. A fase de retesamento consiste na contração dos músculos abdominais e inspiração profunda, assim como o cérebro é o quartel-general das atividades mentais o abdômen é o quartel-general das atividades físicas. A contração dos músculos abdominais prepara o corpo para um surto de energia. A inspiração profunda enriquece a corrente sanguínea do oxigênio, indispensável para o organismo que vai depender essa energia adicional. A segunda fase é o impulso, nesta fase a ação essencial é levada a termo (a ação de levantar, atirar, empurrar ou desferir o golpe), enquanto o ar é espirado bruscamente. A expiração pode ser acompanhada por um grito, o Kiai, que tem um som mais ou menos assim: "eei", "hum", "iahh", "aai".
O som produz dois efeitos psicológicos, assusta e desconcerta o adversário e aumenta sua coragem. Qualquer som pode ser usado como Kiai, muitas vezes o som "Ki" é usado durante a preparação para o golpe e o som "ai" durante a execução. Com o treinamento é possível concentrar a energia onde ela é mais necessária, ao invés de espalha-la pelo o corpo. Isto envolve concentração física e mental que canaliza a energia para regiões definidas do corpo. Você a princípio não é capaz de conseguir isso, mas com o passar do tempo, sua capacidade de concentração aumentará cada vez mais.
Anti-Violência
Anti-Violência


Esse propósito de "antiviolência" pode ser muito bem expresso através do seguinte ensinamento:
"Se o adversário é inferior a ti,
então por que brigar?
Se o adversário é superior a ti,
então por que brigar?
Se o adversário é igual a ti,
compreenderá,
o que tu compreendes...
então não haverá luta.
Honra não é orgulho,
é consciência real do que se possui."


A MELHOR DIETA PARA QUEM TREINA CEDO,TARDE OU NOITE
A MELHOR DIETA PARA QUEM TREINA CEDO,TARDE OU NOITE

Praticar exercícios físicos em jejum faz mal à saúde?                                           
Não, mas é importante levar em conta o período do dia, segundo o médico Alexandre Merheb, mestre em nutrologia pela UFRJ. Ele ensina que existem alimentos mais adequados para as pessoas que malham de manhã, à tarde ou à noite.
Segundo Merheb, quem se exercita de manhã cedo pode até praticar o treinamento em jejum. Mas assim que terminar a atividade precisa reabastecer seu organismo.
— Neste caso, recomendo comer proteínas magras (ovos, queijo e presunto magro), iogurte natural desnatado (evite o consumo do leite in natura), carboidratos de absorção lenta, como os cereais integrais (uma boa fonte é o quinua) e frutas frescas em pedaços. É melhor evitar o consumo de sucos concentrados, devido ao seu alto índice glicêmico. O café é excelente opção de bebida quente na parte da manhã — ensina.
Essas pessoas que madrugam na academia não precisam mudar a rotina na hora do almoço e do jantar:
— As refeições são normais, apenas com o reforço de carboidratos, como arroz, batata, aipim, milho e farofa no almoço; não no jantar.
Há quem prefira malhar à tarde e Merheb explica que, neste caso, o almoço deve ser leve, à base de carnes magras (peixe ou frango grelhados), verduras e legumes variados e frutas de sobremesa. Já o lanche da tarde deve vir logo depois da atividade física.
— Um bom lanche para os malhadores vespertinos são cereais, iogurtes e frutas. Na hora do jantar, a dieta deve ser reforçada com amidos de milho, farofa, aipim, entre outros — diz o diretor do Espaço Merheb de Emagrecimento e Qualidade de Vida.
E se o único horário livre para se exercitar for à noite, o ideal é fazer almoço leve, com carnes magras e saladas, além de frutas. O lanche pode ter barras de cereais, frutas e queijos brancos.
— É importante jantar logo que terminar o exercício, de preferência, comer carboidratos de reabastecimento muscular, como batata, massas, entre outros, além de carnes magras, verduras, legumes e frutas. Para evitar reações entre os hormônios insulina, liberada pelo alimento, e do crescimento, ou GH, produzido durante o sono, é melhor esperar de duas a três horas antes de ir para a cama — ensina Merheb.
E ele tem outras dicas na hora de escolher o alimento antes ou depois de se exercitar.
— Se a pessoa gosta de comer alguma coisa antes da atividade física, para não se sentir enfraquecida, deve preferir refeição leve com produtos de digestão e absorção fácil, como frutas frescas, iogurte desnatado e gelatinas. Esses alimentos proporcionam sensação de saciedade sem sobrecarregar o sistema digestivo. E não se esqueça de fazer boa hidratação antes, durante e depois do treinamento _ alerta.

http://www.treinototal.com.br/revista/2009/02/17/a-melhor-dieta-para-quem-treina-cedo-tarde-ou-noite/

A CENOURA, O OVO E O CAFÉ.

A CENOURA, O OVO E O CAFÉ.

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela.

Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.

Estava cansada de lutar e combater.

Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.

Seu pai, um "chef", levou-a até a cozinha dele.

Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto.
Logo as panelas começaram a ferver.

Numa ele colocou cenouras, noutra colocou ovos e, na última, pó de café.

Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.

Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás.

Pescou as cenouras e colocou-as numa tigela.

Retirou os ovos e colocou-os em outra tigela.

Então pegou o café com uma concha e colocou-o numa xícara.

Virando-se para ela, perguntou:

- Querida, o que você está vendo?

- Cenouras, ovos e café - ela respondeu.

Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.

Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.

Então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.

Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.

Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.

Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.

Ela perguntou humildemente:

- O que isto significa, pai?

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas
que cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível.

Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior.

Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo.

O pó de café, contudo, era incomparável.

Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.

- Qual deles é você? - ele perguntou à sua filha.

Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde?

Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?

Autor Desconhecido

O PÃO DO DIÁLOGO
O PÃO DO DIÁLOGO
Dialogar não é simplesmente falar, produzir palavras, fazer gestos dosados. É ser espontâneo, singelo, sincero. É abrir o livro de nossa história para que os outros leiam nossos textos ocultos. É sair do prefácio para conhecer os capítulos mais importantes das pessoas com as quais nos relacionamos.
Dialogar é falar o que as pessoas necessitam ouvir e não apenas o que nos interessa. É ouvir o que os outros têm para nos dizer e não o que queremos ouvir. Dialogar não é conversar, emitir sons, falar do trivial. Dialogar é se entregar. É provável que a quase totalidade das pessoas não saiba dialogar, mas conversar.
Dialogar é se deixar conhecer sem medo pelo cônjuge, filhos e amigos. É tirar as máscaras sociais. É chorar se necessário. É falar de nossas fragilidades, discutir nossas inseguranças, dissecar nossos temores, penetrar no tecido dos nossos traumas. O quanto as pessoas o conhecem revela o nível do seu diálogo com elas. Não reclame delas, reclame de você mesmo.
Ter capacidade de dialogar é adquirir o que o dinheiro não pode comprar, o poder não consegue atingir, a fama não é capaz de alcançar. É ser apenas uma pessoa com seus acertos e erros, toques e ousadia e reações de timidez, lances de lucidez e momentos de estupidez. É sair da esfera do heroísmo para entrar na esfera do humanismo.
Dialogar não é controlar pessoas, mas dar oportunidade para que elas se expressem. Se você não der liberdade para seus filhos, cônjuge ou colega de trabalho se expressarem, não promove a liberdade, mas o bloqueio psíquico. Dialogar não é dizer apenas “Eu penso isso”, mas sempre perguntar “O que você pensa disso”?
Dialogar não é dominar reuniões, mas dividir a pauta. Não é ser rígido na imposição de idéias, mas debatê-las. Não é querer ser uma estrela, mas estimular os outros a brilhar. Não é ficar tenso, mas relaxar. Não é se preocupar excessivamente com a opinião dos outros, mas se soltar.
Dialogar é irritar a emoção com saúde e o intelecto com criatividade. Não é apontar os erros dos outros, mas reconhecer os próprios. Não é discorrer sobre os desapontamentos e frustações de que somos vítimas, mas os que nós causamos.
Dialogar é olhar para dentro de nós mesmos. É tirar as vendas dos nossos olhos para poder ajudar os outros a enxergarem. Não é apenas ensinar uma criança, mas aprender com ela, com sua singeleza e vivacidade. Não é ser manual de regras, mas um manual de vida. Não é revelar a insanidade dos outros, mas descobrir a nossa.
Dialogar não é expor publicamente as falhas dos adolescentes, mas corrigi-los secretamente e exalar suas qualidades. Não é exigir resultados imediatos, mas plantar sementes. Dialogar é procurar falar a linguagem dos outros, viver seus sonhos, entrar em seus conflitos.
Dialogar não é constranger um colega de trabalho, mas encorajá-lo. Não é diminuí-lo, mas incentiva-lo. Dialogar é ter o prazer de explorar o mundo do outro. É entender que os conflitos, medos, ansiedades, derrotas fazem de cada ser humano um personagem complexo e interessante. Não é excluir, mas abraçar. Não é punir, mas compreender. A arte do diálogo implica ser um mestre em aprender.